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28/07/2020 18:50

Profissionais do Audiovisual baiano se reuniram com a Funceb nesta terça-feira (28) para tratar da Lei de Emergência Cultural

Foto: Divulgação

Realizadoras, produtoras, cineastas e demais profissionais do campo do audiovisual baiano se reuniram nesta terça-feira (28) para debater as possibilidades de aplicação da Lei nº 14.017/2020, conhecida popularmente como a Lei Aldir Blanc. Tratou-se do Diálogo Setorial do Audiovisual, que contou com a participação de cerca de 75 pessoas na plataforma Google Meet, além da participação média de 40 pessoas através da transmissão no canal do Youtube da Funceb.


Este foi o penúltimo Diálogo Setorial dentre os sete que estão acontecendo com profissionais de cada uma das linguagens artísticas abrangidas pela Funceb: Música, Artes Visuais, Circo, Dança e Teatro. O último acontecerá nesta quinta-feira (30) com os artistas de Literatura do estado. Acesse aqui o link de inscrição!


A diretora de Audiovisual da Funceb, Daniela Fernandes, iniciou o diálogo explicando: "a ideia é dialogar com vocês sobre o campo do audiovisual no estado. Esta já é a nossa 10ª reunião referente à Pandemia, que estamos realizando com diferentes campos do setor, observando sempre as diferentes óticas e necessidades de cada área do audiovisual. As reuniões tiveram início em 7 de maio, e dentre essas ações houve a construção de um Grupo de Trabalho em Políticas de Memória e Preservação do Audiovisual da Bahia. Destacamos sempre que o audiovisual baiano tem uma capilaridade, uma diversidade que precisa ser contemplada em sua totalidade".


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Participantes


Após uma breve apresentação da Lei, Daniela abriu a participação popular no Diálogos. A diretora de cinema, Cíntia Maria, da Standard Produções, perguntou: "os editais que serão promovidos a partir dos recursos da Lei Aldir Blanc tendem a ter cadastros mais simples, para que a gente consiga diminuir o índice de desclassificação? E como está sendo pensada a inclusão de minorias nesses editais?".


Daniela Fernandes respondeu: "a primeira vez que foram utilizados na Bahia indutores para gênero, raça e territorialização foi no Edital Setorial Audiovisual, aberto no ano passado. A questão é que esses indutores preveem a constituição de uma comissão de avaliação que deve ser realizada pessoalmente para evitar fraudes, e tendem a aumentar em pelo menos um mês o prazo do edital. Considerando o período de pandemia, essa avaliação presencial estaria prejudicada, e quanto à extensão do prazo, a ideia agora é justamente buscar celeridade nesses processos".

Outro participante foi Marcello Benedictis, que sugeriu: "considerando o estado de calamidade pública mundial, e sendo a Dimas a diretoria única de uma das sete das linguagens abarcadas pela Funceb, gostaria de sugerir a possibilidade de que a Dimas fosse a gestora do montante destinado ao fomento do audiovisual". Daniela respondeu: "a Dimas não tem personalidade jurídica, então a gestão acontece na Funceb. A gente não é gestor do fomento, nós não recebemos o recurso. O que a gente faz é a operacionalização do edital".


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Christiane Ramos perguntou: "quem está contemplado no Calendário das Artes, poderá participar dos editais que serão promovidos com recursos da Lei Aldir Blanc?". O relações institucionais da Funceb, Kuka Matos, respondeu: "Sim. Quem foi contemplado no Calendário das Artes poderá participar dos editais da Lei Aldir Blanc". Já Gorette Randam aproveitou a ocasião para parabenizar a equipe envolvida na realização do Diálogo; e Alexis Gois agradeceu pelo compartilhamento de informações entre os artistas e a Funceb.

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A diretora da Dimas, Daniela Fernandes, finalizou o Diálogo frisando: "Não tem sido simples e tem sido um trabalho contínuo. Queria deixar bem claro aqui que as portas estarão sempre abertas para continuação desse Diálogo. As dúvidas mais específicas ou complexas que não puderam ser dirimidas aqui podem me enviar por e-mail. O Diálogo entre a Funceb/Dimas e os artistas do estado não vão deixar de acontecer, traremos sempre as atualizações e estamos construindo novas agendas até o final do ano, dentro desse formato virtual, para debater o futuro do audiovisual baiano".

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