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19/11/2019 17:00

#45AnosDimas - Intelectuais e realizadores debateram estratégias de preservação do audiovisual em evento comemorativo

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A Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia está em comemoração de seus 45 anos e tem dedicado sua programação para refletir sobre a preservação da memória no audiovisual. Na última segunda-feira (18), aconteceu o Diálogo Caminhos para Preservação do Audiovisual no Brasil, na Sala Walter da Silveira.

No encontro, a professora da Universidade Estadual da Bahia (UNEB), Izabel Melo, pontuou da pluralidade de caminhos que este pensamento coletivo provoca. “Ao identificarmos nossas necessidades de salvaguardar nossa memória, podemos entender qual a importância dos acervos para nossa história. O que nos leva a pensar em viabilização de políticas públicas, estratégias de aproximação da sociedade civil e como salvaguardar num cenário de multitelas”, descreveu Izabel.

Para Cyntia Nogueira, professora da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), a criação da Cinemateca da Bahia é uma ampliação dos horizontes do setor. “O princípio da descentralização indica uma diversidade de caminhos como a formação de redes, o compartilhamento de experiências e de tecnologias, além de uma construção social que incide sobre o presente”, salientou a professora.

O cineasta Zé Umberto também fez considerações acerca do projeto da Cinemateca da Bahia: “a retomada da ideia antiga de uma Cinemateca da Bahia é fundamental para pensar a salvaguarda do audiovisual do país. Observar como uma ideia antiga retorna neste novo momento tecnológico do cinema é algo bastante promissor”, disse o realizador.

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Elemento formador da memória

Levando em consideração o contexto, a mediadora Fernanda Coelho, que tem uma vasta trajetória na Cinemateca Brasileira, realçou a relevância do audiovisual para a transformação da sociedade. “Independente de qualquer contexto, seja nacional ou regional, o audiovisual formou muito de nossa sociedade. Nossa percepção de realidade é fruto deste elemento formador. Ele, em si, diz muito sobre nossa memória”, ressaltou Fernanda.

Euclides Mendes, pós-doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Memória, Linguagens e Sociedade, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), trouxe o repertório acadêmico para agregar a discussão e parabenizou a discussão. “É um evento extremamente importante, pois envolve uma reflexão em torno do que estamos pensando enquanto sociedade brasileira, a partir da linguagem do cinema e o audiovisual que lhe é predominante”, afirmou Euclides.

A programação de celebração dos 45 anos da Diretoria de Audiovisual da Funceb segue até dezembro. Acesse aqui a programação!

Fotos: Raiane Vasconcelos
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