Histórico

A Coordenação da Imagem e do Som (CIS) foi o embrião da DIMAS. O setor constava no regimento interno da FUNCEB, que surgiu em 14 de agosto de 1974, vinculada à Secretaria de Educação. Na sua construção, a CIS visava a montar uma base de produção fílmica com princípios de educação. A criação de políticas governamentais para projetos culturais de audiovisual também estavam previstas entre as ações da coordenação, focalizando a atividade cinematográfica aliada à difusão do bem cultural.

A primeira sala de exibição funcionou no auditório da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, que se consolidou na cidade como um espaço alternativo para exibição de obras ausentes das salas tradicionais. A programação da sala foi se expandindo com a expressiva participação do público e, em 1980, o auditório passou a ser chamado Cinema de Arte da Bahia, que projetava diversas mostras com obras clássicas e de diferentes nacionalidades. O espaço foi reformado em 22 de julho de 1986, quando foi inaugurada a Sala Walter da Silveira, em homenagem a um dos mais importantes críticos do cinema baiano. Em seguida, foi agregado mais um espaço, sendo este especializado em programas de vídeo: a Sala Alexandre Robatto, que foi inaugurada em 20 de março de 1988.

Diferentes formas foram adotadas para denominar a atual Diretoria de Audiovisual, que já foi chamada de Departamento da Imagem e do Som (DEPIS), Gerência de Imagem e Som (GEIS) e Diretoria da Imagem e do Som (DIMAS), sigla que se mantém até hoje. Em meados da década de 1990, a partir de uma reconfiguração do governo, a Secretaria da Cultura e Turismo é criada, incorporando a FUNCEB. A DIMAS passa, então, a ser também responsável pela linguagem das Artes Visuais e, embora a sigla não tenha sido alterada, foi transformada na Diretoria de Artes Visuais e Multimeios. A partir de 2007, com a nova gestão e criação da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), a Diretoria de Audiovisual é a atual responsável pela atuação da FUNCEB no âmbito da linguagem audiovisual.

Ao longo dos anos, a DIMAS consolidou-se como referência para o setor audiovisual baiano, através de planos de formação de novas plateias, aperfeiçoamento do olhar crítico e capacitação técnica, além da publicação de editais de fomento à produção da área. A Sala Walter da Silveira desempenha um papel importante, nesse sentido, buscando atender às demandas do público de audiovisual de Salvador. A sala abriga uma ampla programação, entre lançamentos de filmes baianos, com produções dos mais variados estilos, além de estrear diversos títulos que não têm espaço no circuito comercial da cidade. A Walter também exibe com regularidade diversas retrospectivas de grandes nomes do cinema mundial.

Centenas de produções, entre longas e curtas-metragens, vídeos, documentários e outros produtos audiovisuais, contaram direta ou indiretamente com o apoio desta Diretoria, como os filmes clássicos Canudos (1975), de Ipojuca Fontes, e Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto. A DIMAS também é notoriamente lembrada pela realização do Festival Nacional 5 Minutos, um dos principais eventos do país dedicado à produção audiovisual em curto formato.
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