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27/08/2021 15:30

GT em Políticas de Memória e Preservação Audiovisual conclui primeira etapa de trabalho

foto: Divulgação

A Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado (Dimas/Funceb) deu mais um passo na ampliação dos trabalhos da Cinemateca da Bahia. Em julho, o Grupo de Trabalho em Políticas de Memória e Preservação Audiovisual da Bahia se reuniu com o intuito de concluir a avaliação da minuta do regimento Interno do órgão.  

 

 O GT é pautado pelo reconhecimento da importância de salvaguardar a história do cinema e dos diferentes formatos audiovisuais feitos na Bahia e, sobretudo, quando se trata de obras realizadas por baianos.  

 

Na reunião, foram apresentadas as minutas do Regimento Interno da Cinemateca, da sua Política de Acervo, do projeto de documentação, a proposta de termos e formulários para o Mapeamento de Acervos Públicos e Privados do Estado da Bahia e a minuta que visa iniciar a estruturação arquivística, que tem o objetivo de disponibilizar o acervo em plataforma digital. Também foram apresentados os informes sobre o projeto Tempo Glauber Digital e coletadas contribuições para o desenvolvimento do trabalho da Cinemateca com os materiais do acervo do cineasta baiano. 

  

"Com registros audiovisuais cheios de experiências e aprendizados, conceitos fundamentais para refletir sobre nossa cultura ao longo do tempo, trabalhar em um GT norteado para a preservação de nossa produção cinematográfica a nível estadual, é colaborar com a construção de futuros possíveis", disse Inajara Diz, coordenadora da Cinemateca. 

  

Para Iago Cordeiro Ribeiro, representante do acervo de Pola Ribeiro, o trabalho é de extrema importância. “É importante para o fortalecimento da Cinemateca e preservação audiovisual na Bahia como um todo. Preservação audiovisual é uma área que exige um conhecimento muito interdisciplinar, portanto é fundamental a participação de diversas entidades e profissionais na formulação dessa política”, disse. 

  

Já Euclides Santos Mendes, participante do GT e estudioso da obra e trajetória do cineasta baiano Geraldo Sarno, e pós-doutorando pela UESB afirma que a criação da Cinemateca da Bahia é fundamental para o mapeamento, conservação e difusão de filmes, acervos e documentos que compõem a memória do cinema na Bahia. “Nesse sentido, o GT é uma ação efetiva para criar e consolidar diálogos possíveis da Dimas/Funceb e da Cinemateca com pesquisadores e professores de Cinema e Audiovisual e, assim, estabelecer parcerias de trabalho e cooperação”, destacou. 

  

O GT tem em sua estratégia a função de articulação entre poder público e sociedade civil na construção de programas, projetos e ações em parceria com a Cinemateca, visando seu fortalecimento institucional.  

 

Integram o GT: Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), o Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade (PPGMLS), do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), o Departamento de Museologia - UFBA, do Instituto de Ciência da Informação (ICI/UFBA), o Museu de Arte Moderna (MAM-BA/IPAC), a Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural (DIPAT/ IPAC), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Arquivo Público do Estado da Bahia, Centro de Memória da Bahia ambos integrantes da Fundação Pedro Calmon (FPC), a Associação de Imprensa da Bahia (ABI), a Associação dos Profissionais Negros do Audiovisual (APAN), o Instituto Roque Araújo e diversos pesquisadores que atuam em acervos particulares, como o acervo de Pola Ribeiro. 

  

A partir de agora a coordenação da Cinemateca reunirá as contribuições e encaminhará para os membros as versões finais para posterior validação e publicação dos documentos, que estarão disponíveis da página da Cinemateca (veja aqui). 

  

Para a 2ª fase dos trabalhos, será desenvolvido um programa de ações para a discussão da implementação dos documentos analisados pelo grupo e a criação de subgrupos para atuar no tratamento do acervo de impressos, a análise do Diagnóstico e Catalogação iniciada no acervo da Cinemateca, o início de um Mapeamento de Acervos audiovisuais Públicos e Particulares, e o debate da constituição de Políticas para Preservação dos acervos nato digitais e digitalizados. 

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