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10/05/2018 09:30

#Pratadacasa - A memória audiovisual baiana em boas mãos

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A versatilidade é uma das marcas de Simone Lopes, do NMEM (Foto: Dora Monteiro)


Enquanto "refaz"os quadros de um fotograma, com a dedicação que lhe é habitual, Simone Lopes vê aos poucos parte do seu cotidiano profissional ganhar novas telas, preenchendo as paredes brancas da Galeria Pierre Verger, para logo mais conquistar outros e jovens olhares - o fascínio infantil sobretudo - durante a montagem da exposição "Lanterna Mágica: Audiovisual, Interação e Ludicidade". Ela é assim: está sempre engajada em iniciativas que procurem ampliar a sensibilidade do público sobre seu ofício e estimular a formação de uma consciência de preservação!

Nascida e criada em Salvador, mais precisamente no Subúrbio Ferroviário de Plataforma; Simone, há 10 anos dava início à sua trajetória como Coordenadora do Núcleo de Memória (NMEM/DIMAS), da Fundação de Cultural da Bahia.  Com formação em Museologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e vasta experiência em organização e preservação de acervos; ela introduziu na instituição procedimentos da documentação como: levantamento das coleções, catalogação, ações emergenciais para conservação, regularização de termos de doação e guarda e registro constante de informações.

A despeito de tanto trabalho, Simone, durante quase cinco anos, foi acumulando outras funções na Diretoria de Audiovisual, como análise de projetos e elaboração de pareceres técnicos; versatilidade que lhe rendeu reconhecimento e o respeito dos colegas de trabalho. ''Procuro sempre colaborar, mesmo quando as demandas são de outros setores. Acho isso muito importante para o crescimento das pessoas'', reforçou.  Na atual gestão da DIMAS, tem pela frente um desafio antigo, mas que volta a ser prioridade: transformar o acervo da Diretoria em embrião de um projeto maior, a criação da Cinemateca Baiana.

Indiana Jones

Apaixonada pelos filmes da série Indiana Jones, viu no curso de museologia a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre esse mundo no qual o personagem vivia. ''Fiz museologia por que aqui em Salvador não havia curso de arqueologia. Achei que  essa área do conhecimento me daria algum caminho para trabalhar com vestígios de comunidades antigas'', explicou.

Responsável pela gestão do acervo da DIMAS (quase sete mil itens!), Simone vê com otimismo os novos projetos que estão por vir. ''Estamos com ações já em pleno desenvolvimento e muito em breve vamos inaugurar a primeira Filmoteca Baiana, possibilitando que as pessoas e, principalmente,  os estudantes de audiovisual possam ter a chance de conhecer trabalhos feitos pelos profissionais da nossa terra'', ressaltou.

Simone, que hoje faz parte do Conselho Regional de Museologia (COREM) e da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA), destaca que sua chegada no Audiovisual só foi possível, porque ela se ''permitiu'' aprender coisas novas. ''Essa palavra resume bem minha trajetória de vida e carreira, eu me permitir, a crescer e a aprender coisas novas, que ajudaram na minha evolução, pessoal e profissional'', finalizou.
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