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09/03/2018 09:30

#Pratadacasa: O Anjo Negro da Dimas

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Heraldo de Deus: carisma e talento nos palcos e diante das câmeras (Foto: Ivanildo Silva)

Nascido e criado no bairro de São Caetano, na periferia de Salvador, Heraldo de Deus, ator e programador visual da DIMAS, não esquece suas origens: "Minha família é quase toda do Recôncavo e toda vez que vou lá, é como revisitar as minhas raízes", ressalta.

Na infância, a experiência em uma escola religiosa, o aproximou da arte dramática, através das encenações dos presépios e das coroações de Nossa Senhora, que marcavam as datas comemorativas peculiares ao catolicismo. Aos 10 anos de idade, recebeu o primeiro convite para participar de um curta-metragem.  Era apenas um teste de elenco, mas foi marcante: o seu primeiro contato com o audiovisual. Engajado nas atividades da Igreja, Heraldo passou a promover e encenar peças teatrais, desenvolvendo sua vocação artística.

Em 2011, fez sua estreia nos palcos, já como um profissional das artes cênicas. Considerada pelo próprio Heraldo como seu trabalho de consolidação como ator, a peça "Zeferina, a Rainha de Urubu", ficou em cartaz durante dois meses, em vários espaços da cidade.

Apaixonado por cinema, em 2012, Heraldo participou do seu primeiro curta-metragem "Navegantes", dirigido por Sofia Federico, que já foi gestora da Diretoria de Audiovisual, da FUNCEB. Dois anos depois, iniciou suas atividades na DIMAS. Formado em Publicidade e Propaganda pela UCSal, trabalha com a comunicação visual, desenvolvendo as peças de divulgação das programações que a DIMAS disponibiliza para o público.

Heraldo é militante das questões raciais e da inclusão do negro no contexto artístico. Co-fundador da Ouriçado Produções, ele também atua na websérie "Punho Negro" desenvolvida pelo coletivo EPA Filmes, e que acaba de estrear na internet. Além de ser roteirista, produtor e ator no coletivo Sujeito Filmes, envolvido na realização dos curtas-metragens "Sujeito Objeto" e "Barraca do Capeta".

Em 2018, Heraldo se prepara para a sua grande estreia em uma produção nacional, o longa-metragem “Tungstênio”, do diretor pernambucano Heitor Dhalia, que foi rodado na Bahia. Em seu currículo artístico, acumula sete espetáculos apresentados e, atualmente, está em cartaz com a peça "Distopias", em temporada no Teatro Vila Velha.

Corte Seco

Em 2016, sob a direção de Bertrand Duarte, Heraldo foi convidado a apresentar o "Corte Seco", programa semanal disponibilizado na web e que traz as principais novidades do audiovisual baiano. Às vésperas da sua centésima edição, o drops informativo da DIMAS já se consolidou como referência para quem quer saber o que está acontecendo na cena cinematográfica no Estado.

Heraldo, podemos dizer, é o rosto do Corte Seco. "É importante dar voz ao pessoal que têm o árduo trabalho de produzir cinema na Bahia. Dar possibilidade das pessoas falarem sobre seus projetos, aspirações, representatividade, rever políticas públicas e, além disso, promover o intercâmbio de ideias com pessoas de outros estados e até mesmo outros países. É a coisa mais bacana e o programa oferece", afirma.

Ele se sente estimulado para se envolver em diversos projetos da DIMAS, por conta da liberdade criativa que os funcionários da Diretoria dispõem para transitar por várias áreas. Heraldo destaca: "Em 4 anos de casa, a Dimas me possibilitou esse encontro com o audiovisual, onde me sinto realizado e feliz".
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