Notícias

26/12/2017 14:50

Imagens dos carnavais das décadas de 1930, 40 e 70 fazem a travessia da película para o digital na Sala Walter



digita
Foto: Armando Lídio

Antevéspera de Natal. Sábado, 23 de dezembro, e películas que datam de 1938, 39, 40, 41 e 76 são novamente projetadas na Sala Walter da Silveira. Com o apoio da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), por meio da sua Diretoria de Audiovisual (DIMAS), a Mandacaru Filmes realizou, no tradicional espaço de exibição - um dos únicos da cidade a contar, ainda, com projetor de 35mm - a digitalização de imagens históricas dos carnavais das décadas de 1930, 40 e 70. O material vai ser utilizado no documentário "Eu sou Carnaval", de Marcio Cavalcante, mesmo diretor do sucesso "Bahêa, Minha Vida". Em fase de finalização, a nova obra já deve estrear no dia 8 de fevereiro de 2018.

Sheila Gomes, pesquisadora de imagens e diretora de produção do atual filme, mas que também trabalhou na homenagem ao tricolor baiano, destaca a importância da estrutura da DIMAS, para a realização de trabalhos com esse perfil histórico. "É absolutamente essencial. Já havíamos contado com o apoio do Núcleo de Memória, da DIMAS, na produção do 'Bahêa Minha Vida' e agora, novamente, neste documentário sobre o Carnaval. E não apenas pela relevância do acervo que dispõe, mas pelo suporte técnico e empenho dos funcionários", reforça a produtora e pesquisadora.

Preservação

Os rolos fímicos, preservados por décadas, a despeito das ações do tempo e do meio-ambiente, ganham sobrevida e nova guarda no suporte eletrônico. Com isso, imagens, também no formato 16mm, de festas tradicionais como a lavagem do Bonfim, de Plataforma e Itapuã, captadas ao longo do século passado, voltam à tona, uma vez mais, permitindo que, para além da utilização dos trechos no recente documentário; outras gerações, interessados e pesquisadores em geral possam ter o acesso facilitado.

Supervisionado por Armando Lídio, técnico do Núcleo de Memória, da DIMAS, o trabalho para trazer novamente à luz tais documentos audiovisuais começou bem antes da projeção, com a higienização e revisão das películas. Depois, sim. Foi só ligar as máquinas e deixar o barulhinho da película passando pelas engrenagens do projetor invadir a sala escura, sinalizando para a importância da preservação e difusão da trajetória audiovisual baiana. Tudo isso, devidamente registrado pelas recentes câmeras digitais. "Sem vocês, da DIMAS, ou o auxílio de outros acervos, como também o da Fundação Gregório de Mattos, seria impossível fazer tal empreendimento, simplesmente não teríamos como produzir esse documentário aqui na Bahia", resume Sheila Gomes.

Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.