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22/12/2017 11:10

Da memória e preservação ao apoio e difusão audiovisual, quase 16 mil pessoas passaram pela DIMAS em 2017

acervo
Foto: Felipe Teles

Os resultados são animadores. Em menos de 5 anos, o número de espectadores da Sala Walter da Silveira mais que dobrou. De 7.508 pessoas, que frequentaram o único cinema público de Salvador em 2013; a plateia cresceu para 15.500 em 2017. A Fundação Cultural da Bahia (FUNCEB), através da sua Diretoria de Audiovisual (DIMAS), avançou também em outras áreas do segmento, com a produção de conteúdos originais para a web, apoio a produções independentes e universitárias; além da manutenção do principal acervo em cinema e vídeo do Estado.
Cerca de 16 mil pessoas, no total, passaram ou utilizaram os serviços da DIMAS ao longo dos últimos 12 meses.
A diretora da DIMAS, Daniela Fernandes, reforça a importância de ampliar o alcance dessas ações. "A missão da DIMAS, hoje, é pensar e trabalhar as políticas públicas de uma maneira macro, entendendo que o setor audiovisual atualmente engloba diversas áreas. Nosso desafio é mapear e sistematizar essas demandas, para consolidarmos uma visão abrangente, que permita à Diretoria cumprir, de fato, a função que lhe cabe. Precisamos atender aos 417 municípios dialogando, também, com as outras linguagens artísticas da FUNCEB”, sinaliza.

Corte Seco
Uma das novidades do ano no setor foi, sem dúvida, a criação de vários conteúdos audiovisuais para a web, sobretudo. É o caso do programa “Corte Seco”, informativo variado sobre a cultura e as artes baianas com foco na cena cinematográfica do Estado. Com o suporte do Núcleo de Apoio a Produção (NAP), da DIMAS, o "Corte Seco" completou 35 edições em 2017 e ainda contou com o complemento da “Pílula da Walter”, teaser com a programação semanal da Sala Walter veiculada nas redes sociais. Por meio do canal da TV DIMAS no youtube, o NAP desenvolveu um programa específico com os comentários e a apresentação dos filmes exibidos no âmbito do projeto Cineclube Walter da Silveira e, também, registrou os debates que se seguem às exibições, o Bate-Papo do Walter, já com três vídeos editados, com cerca de 50 minutos cada.
O NAP prestou apoio à Web Série "Circuito Negro", aos curtas-metragens "Sujeito Objeto", "Transição", "Cloud Filmes"; "Festa D'ajuda - UFRB"; "Barco - Curtas Universitários"; e "Esquecidos do Cárcere"; além de empréstimos de equipamentos e assessoria técnica para festivais, como "Cine Quebradas"; "III Festival Latitudes Latinas"; "Cine Dendê"; "Filmes de Araripe"; "Circuito Cine Éden - Ipiaú", entre outros eventos do audiovisual baiano.

Memória
Outro setor importante da DIMAS é o Núcleo de Memória (NMEM), que trabalha na preservação e difusão da memória audiovisual, contribuindo para que este importante acervo audiovisual baiano continue acessível ao público. O NMEM foi frequentado por cerca de 6.400 pessoas este ano. Entre os serviços oferecidos, foram efetuados empréstimos de DVDs e películas. O Núcleo, inclusive, encaminhou, por meio de doação, 524 itens para Cineclubes, entre livros e DVDs.

Considerando as ações regulares da DIMAS, esse número cresceu ainda em razão de atividades em sintonia com outras linguagens artísticas, como a comemoração do "Novembro das Artes Negras" e demais lançamentos de curtas e longas documentais, a exemplo de “Merê”, de Urânia Munzanzu; e “Alápini, A Herança Ancestral de Mestre Didi Asipá”, de Silvana Moura, Hans Herold e Emilio Le Roux, que contaram com o apoio da FUNCEB/DIMAS.


Sobre as perspectivas para 2018, Daniela Fernandes, revela a intenção de fortalecer a produção e diversificar as atividades, sobretudo, no campo da distribuição e das novas tecnologias. “O segmento da web, por exemplo, é muito importante hoje. Temos, ainda, o Video On Demand (VOD), que é outro setor em expansão no nosso País. Existem os games, mais um segmento de extrema relevância, principalmente, quando consideramos que o Brasil é o terceiro em consumo, no mundo, desse tipo de produto audiovisual”, contextualiza.

A diretora da DIMAS ressalta o trabalho a ser desenvolvido em torno da memória do audiovisual baiano. “Nossa ideia é investir e estruturar melhor a preservação e memória no Estado, inicialmente com ações de telecinagem e restauro, através também de parcerias e cooperações técnicas com outras instituições públicas", finaliza Daniela Fernandes.
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