Divulgação

08/03/2017 13:30

Máscaras Ibéricas: Um Encontro da Bahia com a Cultura de Portugal e Espanha

Máscaras que expressam o que querem e o que silenciam. Máscaras que permitem utilizar o simulacro para revelar histórias e estórias. A tradição dos desfiles de máscaras ainda é preservada em países como Portugal e Espanha, que tiveram forte influência na formação da cultura brasileira e também nos inspiraram o Carnaval, como podemos observar na exposição “Máscaras Ibéricas: Um Encontro da Bahia com a Cultura de Portugal e Espanha”, que será apresentada na Galeria Pierre Verger (Biblioteca Pública dos Barris), no período de 14 de março a 07 de maio de 2017.

Imagens marcantes compõem a mostra da fotógrafa portuguesa Tereza Carvalho, captadas durante o Grande Desfile da Máscara Ibérica, no centro de Lisboa. Realizado anualmente, o festivaltem como objetivo incentivar o turismo cultural e conta com grupos representantes devilarejos, cidadese regiões da Península Ibérica, que expressam suas tradições através de fantasiastípicas, costumes e gastronomia,preservando a cultura que deu origem às festas populares de diversas cidades na Europa.

O trabalho fotográfico de Teresa Carvalho é, segundo ela, “um mero vislumbre das máscaras, seres demoníacos e grotescos que as habitam, que durante os solstícios de Verãoe Primavera pulam e dançam nas serras e aldeias do Norte de Portugal e Espanha, como Galiza, León, Zamora, Cáceres e Astúrias e País Basco, Salamanca, Piornal, Montehermoso e Ílhavo. São exemplos remotos, mas ainda vivos, da forma como em toda Península Ibérica se festeja esta passagem do tempo. Tão diferente, na sua forma remotamente pagã, do Carnaval do Brasil, que é mesclado originalmente das raízes indigenas e africanas”.

O carnaval é a celebração do riso e da quebra de valores em qualquer lugar em que se vá e a máscara permite representar a temível verdade do simulacro, o recurso da ficção que deve ‘esconderpara revelar’. Permite ainda expressar o que se diz e o que se silencia.Com origem na Grécia, os seus cultos são um agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela farta produção. É o momento da passagem do Inverno para a Primavera e corresponde a um momento crítico para as sociedades agrárias em função da expectativa com relação aos resultados da safra.

Recuperadas pelo cristianismo, as festas começavam no dia de Reis (Epifania) e acabavam na Quarta-feira de Cinzas, às vésperas da Quaresma. O Carnaval marcava o "adeus à carne", do latim "carne vale",dando origem ao termo "Carnaval". Cada vilarejo festejava a sua maneira e de acordo com seus costumes. Para chamar a atenção e fazer todo o barulho que lhes é característico, os caretas usam grandes chocalhos pendurados na cintura e guizos nos tornozelos, como uma espécie de criaturas de outro mundo que fazem muito barulho e perseguem as “raparigas” solteiras.

A Bahia recebeu essa influência da tradição do uso das máscaras em festas e desfiles que acontecem no Recôncavo e outras regiões do estado, tendo como exemplos marcantes o Tradicional Carnaval de Máscaras de Maragojipe, a Manifestação Popular Caretas de Saubara, Os Caretas da Praia do Forte, As Caretas de Acupe (o principal distrito de Santo Amaro da Purificação) e até mesmo em Salvador, com o Pierrot Tradição de Plataforma, além de em várias outras cidades, distritos e vilas.
A abertura da exposição coincide e homenageia o nascimento de dois ícones da cultura baiana: Castro Alves e Glauber Rocha.

Serviço:

“Máscaras Ibéricas: Um Encontro da Bahia com a Cultura de Portugal e Espanha”
Local: Galeria Pierre Verger – Rua General Labatut, 27 – Barris, Salvador/BA.
Período: 14 de março a 07 de maio de 2017
Produção: Eduardo Zanatta
Apoio: Instituto Roque Araújo de Cinema e Audiovisual
Contato: 71.988599338 | coletivobahia21@gmail.com
Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.