

O Seminário acontece até setembro, em semanas alternadas, no 3° andar da Biblioteca Pública dos Barris, a partir das 18h. As sessões estão abertas à participação de ouvintes.
Mais informações no www.cinenau.org.br ou Tel.: 71 3117 1443
Programação das próximas sessões:
28/07 - Orlando Senna
Roteirista e diretor baiano, nascido em Afrânio Peixoto, estreou no cinema como assistente de Roberto Pires em Tocaia no asfalto (1962). Antes, participou ativamente da vida cultural de Salvador, na Escola de Teatro da Bahia, no Centro Popular de Cultura e escrevendo críticas de cinema e dirigindo teatro. Mudou-se para o Rio de Janeiro no fim dos anos 1960, quando realizou seu primeiro longa-metragem, A construção da morte (1969). Associado a Jorge Bodanzky fez uma mistura de reportagem e ficção em Iracema, uma transa amazônica (1974) e em Gitirana (1976), antes de realizar Diamante bruto (1977). Escreveu roteiros para Hector Babenco (O rei da noite, 1975), Geraldo Sarno (Coronel Delmiro Gouveia, 1977) e Ruy Guerra (Ópera do malandro, 1985). Em 1988, em co-direção com o cubano Santiago Alvarez fez o documentário BrasCuba e, no início dos anos 1990, iniciou longa temporada em Cuba, trabalhando como professor e diretor da Escola Internacional de Cinema e TV de San Antonio de Los Baños. Depois de uma temporada em Fortaleza como professor do Instituto Dragão do Mar, foi subsecretário de Audiovisual da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, no governo Benedita da Silva. Mais recentemente, foi consultor de roteiro do filme Glauber, o filme – labirinto do Brasil (2004), de Silvio Tendler. Em 2003 assumiu o posto de Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, que deixou em 2007 para assumir a direção geral da Empresa Brasil de Comunicação, coordenando o desenvolvimento da TV Brasil, o novo canal de televisão pública do país. Afasta-se do cargo em junho de 2008.
29/07 - Geraldo Sarno
Nascido em Poções, na Bahia, Geraldo Sarno é um nome fundamental na trajetória do moderno documentário brasileiro. Cursando Direito na Universidade Federal da Bahia, no início dos anos 60, tornou-se membro ativo do Centro Popular de Cultura (CPC) em seu momento de maior mobilização. Nessa época, realiza suas primeiras experiências cinematográficas, com Orlando Senna e Valdemar Lima: filmes sobre camponeses e revolução agrária, mistos de documentário e ficção, feitos com negativo 16mm, P&B, reversível, com revelação caseira e montagem manual, como "Mutirão em Novo Sol", seqüestrado e destruído com outros pertences do CPC pela repressão pós-64. Após um estágio de um ano no Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográficos, une-se ao grupo que se tornaria conhecido como Caravana Farkas, responsável por uma série de clássicos do cinema documental brasileiro, e realiza sua primeira obra solo: Viramundo (1965). Seus filmes seguintes são profundamente marcados pelos temas abordados nesse trabalho. A relação do homem sertanejo com o trabalho aparece em Viva Cariri! (1970), Segunda-Feira (1975) e A Terra Queima (1984). As manifestações religiosas, retratadas como alienantes na seqüência dos pentecostais em Viramundo, ressurgem sob outra perspectiva em Viva Cariri! (o mito do Padre Cícero), em Iaô, (os cultos afro-brasileiros como símbolo de resistência do oprimido, 1976) ou em Deus é Um Fogo (a crise do catolicismo como retrato da crise das esquerdas latino-americanas, 1987). Em toda a sua produção, sobressai o profundo vínculo com a cultura popular. No terreno da ficção, assinou dois longas-metragens: O Pica-Pau amarelo (1973) e Coronel Delmiro Gouveia (1977). Atualmente, Geraldo Sarno é coordenador do Nau – Núcleo de Cinema e Audiovisual.
Participe do grupo de discussão: seminariopermanente@googlegroups.com
SEMINÁRIO PERMANENTE DE CINEMA E AUDIOVISUAL
Vivemos um mundo em que predomina, de forma avassaladora, o audiovisual como linguagem universal de relacionamento e comunicação na sociedade humana. No entanto, provavelmente, ela tem sido usada mais para o exercício da dominação e da ocultação do que para a liberação e revelação.
Hoje, com o surgimento de novas propostas para o audiovisual, é oportuno que se criem espaços para adoção de outras linguagens na mídia. E esta questão, a nosso ver, deve considerar o cinema – o acervo de filmes, teorias, reflexões e práticas acumuladas durante os cem anos de existência desta arte – como matriz de construção de novas formas que atendam à urgência das novas gerações de pensar e repensar as questões e desafios inadiáveis do mundo contemporâneo. Além disso contamos com um novo cenário no cinema baiano, que hoje conta com várias escolas de comunicação, de cinema, canais locais e regionais de TV, sólida base de produção de comerciais, uma constante e crescente produção de longas, documentários e curtas metragens.
POR QUE FAZER O CINEMA PENSAR?
O Seminário pretende potencializar recursos intelectuais de cada um dos participantes para
refletir sobre um cinema e audiovisual que estimule o pensar. De caráter Permanente, este
Seminário se propõe a manter contato constante com os participantes e deseja inserir-se como
um momento de estudo e reflexão no desenvolvimento cinematográfico que se projeta para a
Bahia, a partir do futuro Pólo de Cinema.
